Planetas com dois sóis devem ser comuns

 

George Lucas não viajou na maionese quando decidiu que Tatooine, mundo de Luke Skywalker na saga cinematográfica "Star Wars" ("Guerra nas Estrelas"), deveria ter dois sóis. Cientistas acabam de mostrar que planetas com duas ou mais estrelas devem ser comuns no Universo, mesmo quando esses sóis estão muito próximos uns dos outros.

Os resultados são baseados num estudo de 69 sistemas binários observados com o auxílio do Telescópio Espacial Spitzer, da Nasa.

Lembrando que a  respeito da descoberta, os cientistas ainda não localizaram Tatooine (nem a tal "galáxia muito distante", para começo de conversa). Aliás, eles não viram planeta nenhum. O que o grupo observou foi um disco de poeira ao redor dessas estrelas estudadas.

"Para que esse disco de poeira esteja lá, o que nós presumimos é que ele seja formado por colisões. Para ter colisões, deve haver asteróides e cometas. Se há asteróides e cometas, pode haver também planetas. Mas nós não temos como saber se eles estão mesmo lá", disse ao G1 David Trilling, da Universidade do Arizona em Tucson, autor principal do estudo que deve sair neste domingo (1°) no periódico científico "Astrophysical Journal". A respeito da não-detecção de planetas nesse estudo, a implicação, extraída dos modelos de formação planetária, é clara: aparentemente, não há dificuldade para que esses corpos surjam em estrelas binárias.

As estrelas estudadas pelo grupo de Trilling já são relativamente velhas, com 1 bilhão a 2 bilhões de anos de idade. "Outros estudos já haviam visto discos em estrelas binárias  próximas mais jovens", relata Trilling. "Então, nosso achado não foi uma total surpresa. O que foi surpreendente foi o número de estrelas que possuem esses discos."

Cerca de 40% dos astros estudados possuíam um disco de poeira ao seu redor -- taxa mais alta do que a encontrada em sistemas simples (compostos por uma única estrela), como o Sol.

Esses sistemas aparentemente vêm em dois tipos: um em que as estrelas estão razoavelmente separadas, e um disco de poeira circunda uma delas; outro, em que as estrelas estão bem juntas, e o disco de poeira surge ao redor de ambas.

 

 

 Mistério: Júpiter está menos vermelho!

 O maior planeta do sistema solar perdeu uma das faixas vermelhas que o caracterizam, facto que deixou os cientistas estupefactos. Júpiter apresenta duas faixas na sua atmosfera, no entanto, imagens captadas por astronautas amadores revelaram que o Cinto Equatorial do Sul desapareceu, informa o «Daily Mail».

A faixa era visível no final do ano passado, antes de Júpiter realizar a sua órbita por trás do Sol. Três meses depois, parece ter desaparecido. A primeira pessoa a notar o fenómeno foi o jornalista e astrónomo Bob King, que comparou Júpiter sem a faixa a Saturno sem os seus anéis.

Contudo, não é esta a primeira vez que o fenómeno acontece, pois o planeta perde ou recupera uma das faixas a cada dez ou 15 anos, embora ainda não se tenha descoberto o motivo.  

 

Retirado: Tvi 24, 13 de Maio de 2010 

Enviado por: Eva Sousa

Escola Secundária de Penafiel – 10ºF

 

 Grupo acha planeta extra-solar habitável

 

Mundo localizado a 20,4 anos-luz de distância pode abrigar vida.
Cientistas estimam que ele seja só um pouco maior que a Terra.

A busca finalmente terminou -- ou, nas palavras dos próprios cientistas, ela acaba de ficar mais interessante. Um grupo europeu de pesquisadores acaba de descobrir um planeta fora do Sistema Solar que é muito parecido com a Terra, com potenciais condições para abrigar vida.

Ele é um dos três planetas conhecidos que orbitam uma estrela chamada Gliese 581. Trata-se de uma estrela das mais comuns, de uma classe conhecida como anã vermelha -- menor e mais fria que o Sol. O planeta mais interno é provavelmente um gigante gasoso, com tamanho similar ao de Neptuno, e completa uma órbita em torno da estrela a cada 5,4 dias terrestres. Ele foi descoberto dois anos atrás.

As novidades são os outros dois planetas, apresentados num artigo científico submetido ao periódico "Astronomy and Astrophysics". O mais externo completa uma volta a cada 84 dias e tem cerca de oito vezes a massa terrestre. Mas interessante mesmo é o planeta do meio. Ele possui "apenas" cinco vezes a massa da Terra (é o menor já detectado) e tem um ano que dura míseros 13 dias.

Embora ele esteja muito mais próximo de Gliese 581 do que a Terra do Sol, como sua estrela é muito menos brilhante, sua órbita cai na chamada Zona de Habitabilidade. É a região em que um planeta não fica nem muito quente, nem muito frio, e pode abrigar água em estado líquido -- principal característica essencial à vida.

O grupo liderado por Michel Mayor, do Observatório de Genebra, na Suíça, estima que a temperatura média nesse mundo fique entre 0 e 40 graus Celsius -- não muito diferente da Terra, cuja temperatura média é de 15 graus.

Enviado por: Soraia Gomes 

Escola Secundária de Penafiel – 10ºF

 

 

 

 

Comemoração dos 100 anos do cometa Halley 

Há cem anos, a aproximação do cometa Halley à órbita terrestre fez temer o pior. De início especulou-se muito com a possibilidade do envenenamento da atmosfera terrestre. As pessoas reagiam em função das notícias, que reflectiam o ambiente social e cultural da época. As movimentações que levaram à implantação da República já se faziam sentir. Os republicanos acusavam o clero do interior rural de não informar as pessoas e tirar partido da situação. O Halley esteve presente em todas as dimensões da vida do país. No humor foi utilizado para associar os políticos aos escândalos da época, na publicidade ajudou a vender os mais variados artigos e até deu o nome a uma peça de teatro de revista intitulada "O cometa".

Poucos recordaram as teorias da formação do Sistema Solar. Apenas referiram que a Lua foi fortemente bombardeada por meteoritos no início da sua história, quando, por debaixo de uma crosta lunar primitiva, existia um magma lunar abundante. Relembraram que a lua não era feita de queijo, que a superfície lunar apresenta zonas escuras resultantes do preenchimento de bacias de impacto com magma basáltico solidificado, datado de aproximadamente 3000 M.a. As zonas claras apresentam um maior número de crateras de impacto do que as zonas escuras e são mais antigas que estas.

 

 

 

 Tempestade abre cratera gigante na capital da Guatemala

O buraco, com 30 metros de diâmetro, engoliu três casas e arrastou até à profundidade pelo menos duas pessoas.  Os geólogos, que examinaram o fenómeno, asseguram que a forma circular perfeita sugere a existência prévia de covas subterrâneas. No entanto, ainda não existem respostas concretas para explicar este mistério.

"Posso assegurar o que não é. Não se trata de uma falha geológica nem de um resultado de um terramoto. É tudo que sabemos. Para investigarmos mais temos de descer”, explicou David Monterroso, engenheiro e geofísico da Agência Nacional da Guatemala para os Desastres Nacionais.

Crateras como as da imagem formam-se em sítios em que o subsolo é rico em calcário, sais ou outras rochas solúveis e que se dissolvem facilmente em contacto com a água. Neste caso, acredita-se que a tempestade tropical Agatha alimentou uma corrente subterrânea que foi minando e destabilizando o terreno que acabou por se afundar na totalidade.

As dimensões do buraco da Cidade da Guatemala são muito maiores que a média.

 

Enviado por: Beatriz Duarte

Escola Secundária de Penafiel - 10ºF

 

 

 

 Marte: cientistas acreditam em água sob superfície  

Stas Barabash e seus colegas no Instituto Sueco de Física Espacial estudaram a atmosfera de Marte com base em dados obtidos pela sonda orbital Mars Express, da Agência Espacial Européia (ESA). A equipa determinou que, a água e o dióxido de carbono um dia existiram no planeta, apenas uma pequena proporção deve ter sido perdida devido aos efeitos do vento solar, ao longo dos últimos 3,5 biliões de anos. O vento solar é o fluxo de partículas portadoras de carga elétrica que se movem do Sol para os planetas do sistema em velocidade elevada.

A equipa de Barabash sugere que reservatórios de água e dióxido de carbono podem portanto continuar existir deabaixo da superfície de Marte. Novas pesquisas sobre o subsolo e a atmosfera do planeta podem revelar informações importantes sobre o clima marciano, afirmam os cientistas.

"A questão relaciona-se directamente ao problema da habitabilidade de Marte. A origem da vida, na minha opinião, é a mais importante questão que a ciência moderna precisa enfrentar".

Marte era um planeta muito mais quente e húmido, no passado remoto, do que é hoje. Formações geológicas indicam que grandes quantidades de água em estado líquido um dia existiram no planeta, mas ninguém sabe o que foi feito delas. Há três teorias principais para explicar o enigma. Alguns cientistas sugerem que a água e o dióxido de carbono continuam a existir em grandes depósitos, em Marte, mas eles não foram localizados até agora, provavelmente porque se localizam a grande profundidade por sob a superfície do planeta.

Outras teorias propõem-se: Impacto cosmico e o vento solar.

"O nosso mais recente estudo demonstra que o escape (de água e dióxido de carbono) por esse meio não é tão intenso quanto supúnhamos no passado, e isso representa um grande enigma".

"Recentes mensurações conduzidas pela sonda Mars Express e pela Mars Global Surveyor sugerem que nós ainda não conseguimos nem mesmo descrever todos os processos de perda, até o momento", diz Bruce Jakosky, do Laboratório de Física Atmosférica e Espacial da Universidade do Colorado. "Isso significa que ainda não somos capazes de determinar o ritmo total de perda atual, quanto mais extrapolá-lo e aplicá-lo ao passado remoto".

Barabash também acautela que o vento solar talvez funcione de maneiras que os cientistas por enquanto não são capazes de mensurar. "É possível que o vento solar seja muito mais complexo do que supomos", disse. "Por isso, temos de explorar outros meios de escape igualmente associados ao vento solar".

 

 

 Descoberta de rochas mais antigas que o Planeta!

Foram descobertas no nordeste do Canadá as mais antigas rochas conhecidas da Terra, com idade estimada em 4,28 biliões de anos. Elas são de uma época em que o planeta tinha poucas centenas de milhões de anos, e têm pelo menos 250 milhões de anos a mais que as rochas mais velhas de que se tinha notícia, encontradas no noroeste do mesmo país. O achado traz pistas valiosas sobre diversos aspectos do passado da Terra.

Essas rochas vão nos ajudar a entender como os primeiros continentes foram formados e que processos geológicos estavam envolvidos na formação da crosta no início da história da Terra.

 

 

 Paleotermómetro 'tira febre' a dinossauros

 

Uma nova técnica desenvolvida por investigadores norte- -americanos poderá permitir em breve saber se os dinossauros eram animais de sangue frio, como os répteis, ou se pelo contrário tinham sangue quente, como as aves. O artigo foi publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

Os autores deste paleotermómetro pretendem também perceber, através de medições, se as aves já tinham sangue quente antes de terem penas. Para isso vão estudar fósseis.A técnica desenvolvida pelos investigadores consiste em analisar as concentrações de dois isótopos raros, de carbono 13 e de oxigénio 18, que têm tendência a aglomerar-se em função da temperatura, como explicou Robert Eagle, do Caltech, na Califórnia, e principal autor da investigação, ao jornalista Jean--Louis Santini da AFP.

"A temperaturas muito elevadas, estes dois isótopos aglomeram-se muito menos, mas fazem-no frequentemente a temperaturas mais baixas", adiantou aquele investigador.

Nos seres vivos, a taxa de aglomeração destes dois isótopos pode ser medida na bioapatite, o mineral a partir do qual se formam os ossos, os dentes e a casca dos ovos.

 "Quando este mineral se produz a partir do sangue para formar ossos ou dentes, a sua composição isotópica fica marcada e pode ser preservada durante milhões de anos", explicou Robert Eagle, sublinhando que o laboratório do investigador John Eiler, no Caltech, "estabeleceu a relação precisa entre a taxa de aglomeração daqueles dois isótopos e a temperatura".

"Estas medições em laboratório podem ser convertidas em temperatura do corpo", adiantou o investigador, notando que a precisão do método tem uma margem de erro de um grau.

"Não se trata de colocar um termómetro em criaturas do passado, mas é quase a mesma coisa", afirmou, por seu turno, John Eiler, co-autor da investigação.

Os cientistas testaram com sucesso o seu paleotermómetro em seres vivos e também em mamutes, determinando que estes animais já extintos tinham uma temperatura corporal entre os 37 e os 38 graus.

A equipa está agora a trabalhar com cascas de ovo fossilizadas e dentes de dinossauro para tentar responder à questão em aberto sobre se aqueles vertebrados extintos há 65 milhões de anos tinham sangue quente ou frio.                      

Enviado por: Soraia Gomes

Escola Secundária de Penafiel - 10ºF

 

 

Cientistas encontram sinais de vulcões activos em Vénus

A evidência vem da sonda Vénus Express, da ESA, que se encontra em órbita desde Abril de 2006.

Pela primeira vez, pesquisadores encontraram sinais claros de fluxos recentes de lava pela superfície de Vénus. As observações revelam que vulcões em Vênus entraram em erupção entre poucos séculos e 2,5 milhões de anos atrás. Isso sugere que o planeta ainda esteja geologicamente activo, o que faz de Vénus um dos poucos mundos do Sistema Solar que registou actividade vulcânica nos últimos 3 milhões de anos.

Cientistas observaram diferenças de composição em três regiões vulcânicas, em relação à área ao redor. Fluxos de lava relativamente jovens foram identificados pelo modo como emitem radiação infravermelha. Essas observações sugerem que Vénus ainda é capaz de produzir erupções vulcânicas.

Os "hotspots", em que os cientistas focalizaram o trabalho são geologicamente similares ao Havai. Anteriormente, cientistas já haviam detectado plumas de material quente a ascender no subsolo de Vénus. Essas plumas, acredita-se, produziram erupções vulcânicas significativas. Outros dados indicam que gases geralmente associados a eventos vulcânicos se estavam decompondo na atmosfera.

Pesquisadores referem-se a Vénus como "irmão" da Terra, porque os dois planetas são muito parecidos quanto a massa, densidade e volume. Vénus também é o planeta onde o aquecimento global descontrolado foi descoberto. O planeta é coberto por um manto de dióxido de carbono que aprisiona o calor e eleva a temperatura na superfície a níveis 90 vezes maiores que os da Terra.         

Enviado por: Eva Sousa

Escola Secundária de Penafiel – 10ºF


 

 

Cratera gigante descoberta no Congo 

Estudo revela que terá sido provocada pelo impacto de um meteorito há 145 milhões de anos

Uma cratera gigante foi identificada em Wembo Nyama, no Congo. Devido à desflorestação ocorrida nos últimos anos, o «buraco» com 46 quilómetros de largura tornou-se visível. A equipa italiana de cientistas da Universidade de Pádua, que realizou o estudo, afirma que se trata de uma cratera provocada pelo impacto de um asteróide com dois quilómetros de largura, há 145 milhões de anos.

O estudo, apresentado por Giovanni Monegato na conferência de Ciência Lunar e Planetária, que decorreu a semana passada em Woodlands, Texas, explica que a forma da cratera ficou destacada pela desflorestação e por o rio Uniam um afluente do Lomani, correr à sua volta.

A parte central do círculo é irregular e tem 550 metros de altitude. Esta zona eleva-se mais 60 metros acima da depressão por onde circula o rio, o que acontece normalmente em crateras criadas por impacto.

As bordas da cratera não se encontram bem definidas o que pode explicar-se, segundo os especialistas, pelo desgaste e a erosão que acontece num clima tropical.

A investigação sobre a cratera vai continuar. A equipa vai examinar as rochas para encontrar pistas que confirmem de forma definitiva que se trata de uma cratera provocada pelo impacto de um meteorito.

Uma das formas de o provar será a análise do quartzo, um mineral que fica deformado quando pressionado por uma força massiva.

Retirado: The Ring Structure of Wembo-Nyama (Eastern Kasai, R.D. Congo): A Possible Impact Crater in Central Africa

Enviado por: Rita Moreira - Escola Secundária de Penafiel – 10ºF
 
 
 
 

Islândia

Milhões de pessoas foram afectadas pela enorme nuvem de cinzas lançada pelo vulcão Eyjafjallajokull, na Islândia. Por enquanto, não há previsão de melhora na visibilidade. Quase 17 mil voos foram cancelados ontem no espaço aéreo da Europa, dificultando a viagem de autoridades para acompanhar o enterro do presidente polonês, Lech Kaczynski. Os ventos, segundo os metereologistas, começam a levar a massa cinzenta para o sul e o leste do continente. Em Istambul, a estudante Meral Demir, de 24 anos, assistia de perto ao caos no aeroporto da principal cidade da Turquia enquanto aguardava um avião para Londres, onde mora — o voo estava marcado para terça-feira. “As partidas daqui para a Londres, Frankfurt, Copenhague, Amsterdã e Viena estão todas canceladas. Os passageiros dormem no aeroporto e, se a gente liga para pedir informações nas companhias aéreas, demora horas, porque todas as linhas estão ocupadas. As pessoas estão realmente preocupadas se vão conseguir chegar ao destino”, contou aos jornalistas. Para o pesquisador da Universidade do Texas Jay Miller, que há 25 anos estuda os vulcões da Islândia, a actividade do Eyjafjallajokull pode aumentar nos próximos dias e, além de diminuir a visibilidade, a nuvem pode ser extremamente perigosa para os aviões. “O magma do vulcão tem por volta de 1.200 graus, e quando atinge a água, que é extremamente fria na região, produz uma cinza fina que tem pequenos pedaços de vidro, que podem facilmente entupir os motores dos jactos. Quem inalar as cinzas pode ter o pulmão literalmente cortado”, advertiu o especialista, por meio da assessoria de imprensa da universidade. Segundo Miller, os vulcões da Islândia costumam a entrar em actividade a cada cinco anos, em média, mas sempre de forma moderada. Erupções fortes como esta foram registradas em 934 a. C e em 1783. “Benjamin Franklin foi embaixador na França nessa época e testemunhou as nuvens de cinzas que cobriam a Europa, chegou a escrever que tinha sido um ano em que não houve verão. A grande questão, agora, é saber o que vai acontecer. É bem provável que a atividade possa durar muito tempo, mas ninguém pode ter certeza disso. Vulcões nesta parte do mundo são mais difíceis de desvendar”, completou o pesquisador americano. Afinal Islândia está localizada na Dorsal Média-Atlântica, zona de grande actividade vulcânica o que confere à região uma paisagem geológica única e deslumbrante.

 

Milhares podem ter morrido

3 milhões de pessoas afectadas no sismo do Haiti

Estima-se que centenas de pessoas possam estar soterradas nos escombros, fala-se em muitas mais centenas de feridos e sabe-se que milhares ficaram desalojados na sequência do abalo, que durou quase um minuto e registou uma magnitude de 7,0 na escala de Richter. Três horas depois do primeiro tremor, às 4h53 da tarde de ontem, terça-feira (21h53 hora de Lisboa), já se tinham seguido mais de dez réplicas, a mais forte das quais com uma intensidade de 5,9.

O Haiti é o país mais pobre do hemisfério ocidental: 80 por cento da população vive abaixo do limiar da pobreza, com acesso a menos de dois dólares por dia. A capital, que no início dos anos 50 contava com 250 mil habitantes, actualmente alberga entre dois a três milhões de pessoas, agrupadas em imensos bairros de lata. Outros seis milhões estão dispersos pelo resto do país, sobrevivendo sobretudo de uma pobre agricultura de subsistência. O embaixador do Haiti nos Estados Unidos, Raymond Alcide Joseph, classificou a situação como uma "catástrofe de gigantescas proporções". As primeiras informações apontavam para um grau muito significativo de destruição, com estradas cortadas, pontes partidas e milhares de edifícios em ruínas. O terramoto, com epicentro a cerca de 15 quilómetros de Port au Prince, deixou a cidade coberta por uma densa poeira durante horas.

Segundo as estimativas do US Geological Survey, cerca de três milhões de pessoas poderão ter sido afectadas pelo tremor de terra. "O sismo ocorreu em terra e não no mar, o que quer dizer que houve uma vasta população directamente exposta ao abalo do terramoto, cuja falha foi relativamente superficial", explicou o geólogo Mike Blanfield. Além do epicentro se ter localizado numa área urbana densamente populada, as várias réplicas, de grande intensidade, eram capazes de ter destruído os edifícios que tivessem resistido ao primeiro abalo. A origem do sismo não esteve relacionada com a zona de subducção, entre a placa das Caraíbas e a placa Norte Americana, mas sim com uma falha de desligamento (falha onde ocorre um movimento horizontal dos blocos). Os sismos em zonas de subducção atingem magnitudes elevadas, enquanto os sismos relacionados com as falhas de desligamento apresentam magnitudes menores. Todavia, estes últimos podem apresentar um poder destrutivo superior, uma vez que o seu foco é mais superficial.

(Adaptado de http://earthquake.usgs.gov/earthquakes/recenteqsww/Quakes/us2010rja6.php#news e http://www.publico.clix.pt/Mundo/3-milhoes-de-pessoas-afectadas-no-sismo-do-haiti_1417564)


 

 

 

Astrónomos descobrem ilha de estrelas em formação na Constelação de Orion

 

"Se a constelação Orion é já bem conhecida dos observadores assíduos do céu, o mesmo já não se pode dizer da nebulosa NGC 1788, “um tesouro subtil”, segundo o ESO. Esta “nuvem fantasmagórica” de gases e poeiras encontra-se relativamente afastada das estrelas brilhantes da cintura de Orion. No entanto, “os poderosos ventos e radiação oriundos destas estrelas tiveram um forte impacto na nebulosa, definindo a sua forma e tornando-a o lar de inúmeras estrelas bebés”, explica o ESO em comunicado.

Os astrónomos decidiram chamar “Morcego Cósmico” à nebulosa, devido à forma que se assemelha a um gigantesco morcego de asas abertas.

A borda vermelha quase vertical que se pode observar na metade esquerda da imagem resulta da ignição do hidrogénio gasoso nas partes da nebulosa que se encontram de frente para Orion, fenómeno causado pelas estrelas de grande massa.

Na imagem - obtida com o instrumento Wide Field Imager, montado no telescópio MPG/ESO em La Silla, no Chile - é também visível a estrela brilhante HD 293815, na parte superior da nuvem, acima do centro da imagem.

Segundo o Observatório, “todas as estrelas desta região são extremamente jovens, com idades médias de apenas um milhão de anos”. O nosso Sol tem 4,5 mil milhões de anos.

O ESO é financiado por 14 países: Áustria, Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Itália, Holanda, Portugal, Reino Unido, República Checa, Suécia e Suíça. De momento tem em funcionamento três observatórios no Chile: La Silla, Paranal e Chajnantor."

Retirado de: www.publico.pt (03-03-2010)

 

 

 

 

Estudo observou 69 sistemas binários com o Telescópio Espacial Spitzer.
Cerca de 40% dos objetos estudados tinham disco de poeira ao redor.

 

Enviado por: Soraia Gomes 

Escola Secundária de Penafiel – 10ºF

 

 

 

 Terra e Lua podem ser muito mais jovens do que se pensava

 

Estudo que analisa substâncias químicas na camada de rocha mostra que idade da Terra pode ser menor.

A Terra e a Lua podem ter se formado muito mais tarde do que se acreditava, segundo recente pesquisa da Universidade de Copenhague, publicada na revista especializada Earth and Planetary Science Letters. A Terra e a Lua foram criadas como resultado de uma gigantesca colisão entre dois planetas do tamanho de Marte e Vênus. Até agora, acreditava-se que a colisão teria ocorrido quando o Sistema Solar tinha30 milhões de anos - há cerca de 4.537 milhões de anos.

Mas o novo estudo do Niels Bohr Institute, da Universidade de Copenhague, sugere que a Terra e a Lua provavelmente se formaram muito depois disso, talvez até 150 milhões de anos depois da formação do Sistema Solar. "Determinamos a idade da Terra e da Lua usando isótopos de tungstênio, que podem revelar se os núcleos de ferro (dos planetas) e a superfície de rochas se misturaram durante a colisão", explicou o geólogo Tais W. Dahl, que elaborou a pesquisa durante seu projeto de tese em geofísica no Niels Bohr Institute, em colaboração com David J. Stevenson, do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech, na sigla em inglês).  Os planetas do Sistema Solar foram criados pela colisão de pequenos planetas que orbitavam em torno do então recém formado Sol. Durante as colisões, os pequenos planetas derretiam e se juntavam, formando planetas cada vez maiores.  A Terra e a Lua se formaram como o resultado entre o choque de dois planetas que tinham o núcleo de metal e a superfície de rochas. O processo ocorreu em menos de 24 horas e a temperatura da Terra era tão alta (7 mil graus Celsius) que tanto as rochas como o metal devem ter derretido durante a colisão.  Até há pouco tempo, acreditava-se que as rochas e o ferro haviam se misturado completamente durante a formação do planeta, e a conclusão era de que a lua havia se formado quando o Sistema Solar tinha cerca de 30 milhões de anos, há 4.537 milhões de anos.

A pesquisa de Dahl, no entanto, mostra algo bastante diferente. A idade da Terra e da Lua pode ser medida examinando-se a presença de certos elementos nas camadas superficiais da Terra.  A substância radioactiva háfnio 182 decai com o tempo e se transforma no isótopo de tungsténio 182.  Os dois elementos têm diferenças marcantes em suas propriedades químicas e enquanto o isótopo de tungsténio prefere se unir a metais, o háfnio prefere se unir a silicatos, como rochas.  São necessários entre 50 milhões e 60 milhões de anos para que todo o háfnio decaia e se converta em tungsténio, e durante a colisão que originou a Lua, quase todo o metal foi parar no centro da Terra, mas nem todo o tungsténio foi para a região.  "Estudamos em que grau a rocha e o metal se misturaram durante as colisões que formaram o planeta. Usando cálculos a partir de modelos dinâmicos da turbulenta mistura das massas de ferro e rocha líquida, encontramos isótopos de tungsténio da formação da Terra presentes na camada rochosa", explicou Dahl. O novo estudo sugere que a formação da Lua ocorreu quando todo o háfnio já havia decaído e se transformado em tungsténio. "Nossos resultados mostram que o centro de metal e rocha não consegue se emulsionar nas colisões entre planetas com mais de 10 km de diâmetro e, por conta disso, a maior parte do centro de ferro da Terra (80 a 99%) não removeu o tungsténio do material rochoso das camadas superiores durante a formação, explica Dahl. O resultado da pesquisa significa que a Terra e a Lua provavelmente se formaram muito depois do que se imaginava.

 

Enviado por: Soraia Gomes 

Escola Secundária de Penafiel – 10ºF

 


Imagem retirada de: http://cnho.files.wordpress.com/2010/04/halley.jpg

 

 

 

Geólogos acreditam que solo rico em calcário aliado a chuvas terá sido a causa do fenómeno.

 

 

 

 

 

 

Marte pode abrigar grandes reservatórios subterrâneos de água e dióxido de carbono, que no passado distante formavam a atmosfera do planeta, sugerem dados obtidos em pesquisas recente.

 

 Enviado por: Beatriz Duarte

Escola Secundária de Penafiel - 10ºF

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Enviado por: Beatriz Duarte

Escola Secundária de Penafiel - 10ºF

 

 

 

 

 

 

Nova técnica avalia temperatura de animais extintos a partir de fósseis.




 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

imagem retirada de: http://www.astro.psu.edu/users/niel/astro1/slideshows/class38/slides-38.html 



















 

 

 

 

 

 

 



 

 



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

32 Novos Planetas extra-solares

Uma equipa internacional de investigadores anunciou a descoberta de 32 novos planetas extra-solares. Entre os investigadores desta equipa, está o português Nuno Cardoso Santos, do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto.O anúncio realisou-se no auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garret, no Porto, por vídeo-conferência. Nuno Cardoso Santos explicou que se trata, de acordo com a Agência Lusa «da descoberta de 32 novos planetas extra-solares a orbitar outras estrelas» e que, com esta descoberta, ultrapassou-se «a barreira dos 400 planetas» identificados. Esta descoberta aconteceu no âmbito do projecto HARPS, um «instrumento único com um espectrógrafo de alta precisão construído para procurar planetas semelhantes à Terra», que está instalado num telescópio da ESO - Observatório Europeu do Sul - em La Silla, Chile. O investigador português explicou a técnica utilizada pelo HARPS nesta procura, salientando que «não é só o planeta que orbita a estrela mas a estrela também orbita o planeta» e que, por isso, a estrela «vai oscilar no céu, umas vezes afastando-se de nós, outras aproxima-se».

 

 

 

 

 

 


 Os astrónomos do Observatório do Sul Europeu (ESO) divulgaram hoje uma imagem da nebulosa NGC 1788, uma ilha de estrelas em formação nos arredores mais esquecidos e escuros da constelação Orion.

 Site do Observatório do Sul Europeu: http://www.eso.org/public/